Negativa de Cobertura dos Planos de Saúde: Como Garantir Seus Direitos
- Moises Alves

- 25 de nov. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 16 de dez. de 2025
Na minha experiência atendendo clientes pelo Castro Alves Advogados, poucas situações geram tanta frustração quanto a recusa de procedimentos pelos planos de saúde. Esse obstáculo aparece, geralmente, num momento difícil, quando a pessoa busca um tratamento urgente ou essencial. Eu já ouvi muitas histórias assim, de pessoas desesperadas sem saber o que fazer diante da negativa. Por isso, é fundamental entender o que caracteriza essa situação e quais caminhos você pode seguir para proteger seus direitos.
O que é negativa de cobertura pelos planos de saúde?
Negativa de cobertura ocorre quando o plano de saúde se recusa a custear exames, tratamentos, cirurgias ou internações requisitados por um médico. Em outras palavras, mesmo com o pagamento em dia, a operadora pode se recusar a autorizar ou reembolsar um procedimento. Esses casos são mais comuns do que se imagina, afetando diretamente o bem-estar dos segurados.
Principais motivos para recusa de procedimentos
Conforme vivenciei analisando documentos de clientes no escritório, as justificativas das operadoras costumam ser parecidas. Entre as mais frequentes estão:
Limitações contratuais: O contrato pode limitar procedimentos, profissionais ou determinados hospitais, deixando dúvidas ao consumidor.
Ausência do procedimento no Rol da ANS: Muitos planos alegam que o exame ou tratamento não está listado na Agência Nacional de Saúde Suplementar, conhecida como ANS.
Procedimentos considerados experimentais: Tratamentos inovadores, mesmo comprovadamente eficazes em outros países, podem ser recusados sob esse argumento.
Carências contratuais não cumpridas.
Falta de indicação médica detalhada.
Coberturas de doenças ou procedimentos considerados pré-existentes.
Você tem direito a tratamento digno, independente da doença.
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Direitos do consumidor: o que diz a lei?
Em meus atendimentos, sempre oriento que o consumidor está amparado pela Lei 9.656/98, que regula os planos de saúde. Essa lei determina que, uma vez cumpridas as carências, o plano não pode impor restrições além daquelas legalmente previstas. O Código de Defesa do Consumidor também protege o usuário dessas abusividades, considerando nulas cláusulas que limitam direitos básicos.
Nos últimos tempos, houve avanços: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu que o rol de procedimentos da ANS é exemplificativo, ou seja, ele não limita os tratamentos. Outros tratamentos necessários, mesmo fora dessa lista, podem ser garantidos por decisão judicial.
Passo a passo para contestar a recusa
Quando um pedido importante de saúde é recusado, agir rapidamente faz toda diferença. Compartilho, abaixo, as etapas que recomendo:
Solicite a justificativa formal: O plano deve fornecer o motivo pelo qual recusou o procedimento ou exame, de forma clara e por escrito. Anote nome do atendente, protocolo e data do contato.
Reúna os documentos: Guarde cópia do pedido médico, laudos, documentos pessoais, contrato do plano e todas as negativas (e-mails, mensagens, protocolos).
Recurso administrativo: Utilize os canais da própria operadora para recorrer da decisão, apresentando fundamentação médica e legal.
Reclamação na ANS: O site da Agência Nacional de Saúde Suplementar oferece espaço para registrar a reclamação. Em muitos casos, a resposta é rápida e positiva.
Busca por orientação jurídica: Caso as vias administrativas não resolvam, o apoio de um advogado especializado pode ser determinante para o sucesso do caso. Já vi liminares serem concedidas em poucas horas em situações de risco à vida.
Exemplos reais de sucesso
Lembro de um caso marcante em que um cliente precisou de uma cirurgia de urgência, mas o plano alegou que o procedimento era experimental. Após a recusa administrativa, entrei com um pedido liminar junto ao Judiciário. A liminar foi concedida em menos de 24 horas, obrigando a cobertura imediata. Outros clientes também já buscaram ajuda na área de Direito do Consumidor do escritório e conseguiram reverter negativas relacionadas a exames essenciais e tratamentos oncológicos.
O papel do advogado é atuar de forma rápida, técnica e próxima ao cliente, orientando sobre os documentos e medidas que fortalecem o pedido.
A indenização por danos morais
Em situações de recusa injustificada ou abusiva, o Judiciário pode reconhecer o direito à indenização por danos morais. Já presenciei decisões que fixaram valores expressivos, principalmente quando a não realização do tratamento gera risco à vida, agravamento de doença ou sofrimento psicológico significativo.
Para aumentar as chances de sucesso, ter toda a documentação organizada e observar o prazo para ingressar com o pedido judicial é fundamental.
Você pode saber mais sobre prazos e instruções detalhadas na categoria consumidor do nosso blog.
Quando buscar apoio jurídico?
Com base em minha vivência, sempre recomendo buscar um especialista quando a saúde estiver em risco e a resposta do plano demorar ou for negativa. O advogado pode, inclusive, orientar sobre outras questões correlatas, como previdenciário e família, assuntos também abordados em previdenciário e direito de família.
E se a situação envolver crianças e adolescentes, é útil conhecer aspectos como pensão alimentícia – o que trato em erros comuns sobre pensão e dicas de prevenção.
Conclusão: Proteja sua saúde e seus direitos
Entendo o quanto é angustiante enfrentar a recusa dos planos de saúde em momentos delicados. Agir com informação e amparo é indispensável para garantir acesso aos tratamentos necessários. Se precisar de atendimento rápido e orientação personalizada, a equipe do Castro Alves Advogados está pronta para ajudar. Conte conosco para defender seus direitos e transformar burocracia em solução.
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Perguntas frequentes sobre negativa de cobertura dos planos de saúde
O que é negativa de cobertura?
A negativa acontece quando a operadora rejeita o pagamento ou autorização de um procedimento médico solicitado, mesmo havendo indicação de um profissional e cobertura contratual.
Como recorrer de uma negativa do plano?
O primeiro passo é pedir a justificativa formal da recusa. Depois, reúna documentos, recorra administrativamente na operadora e, se preciso, registre reclamação na ANS. Persistindo o impasse, procure advogado especializado para análise judicial do caso.
Quando o plano pode negar procedimentos?
O plano pode recusar coberturas em situações previstas em contrato e na lei, como ausência de carência, procedimentos sem indicação médica adequada, tratamentos expressamente excluídos ou realmente experimentais.
Quais direitos tenho diante da negativa?
Você tem o direito de receber explicação formal do motivo, apresentar recurso na própria operadora e acionar órgãos reguladores e Judiciário, além de, em alguns casos, pedir indenização por dano moral caso a recusa seja considerada abusiva.
Vale a pena acionar a Justiça nesses casos?
Vale sim, principalmente se o problema colocar em risco a saúde ou for claramente injusto. Muitas vezes, o Judiciário concede liminares rápidas garantindo o procedimento, e até indenizações, quando a recusa causar sofrimento ou agravamento da doença.



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